Sem vacina, sem avião! Antivacinas podem ser proibidos de viajar | Coronavírus



A vacina para o coronavírus, que está sendo desenvolvida na Universidade de Oxford, é esperada no final deste ano na Austrália
Anderson Gomes - 19 de Agosto de 2020 às 10:36:13

A vacina mal chegou e já está gerando debates ao redor do mundo. Tanto que o governo australiano cogitou proibir voos, restaurantes e transportes públicos para aqueles que se recusarem a receber uma vacina contra o coronavírus.

A tendência é que essa questão seja debatida em todo o mundo. Por enquanto, aqui no Brasil ainda não foi informado quais restrições serão aplicadas aos intitulados ‘antivacinas’.


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Sem vacina, sem avião! Antivacinas podem ser proibidos de viajar – Cronavírus | Foto: Reprodução

O médico australiano, Dr. Nick, disse em uma coletiva de imprensa na tarde de quarta-feira (18) que as medidas para incentivar a adoção da vacina seriam discutidas por funcionários de saúde e ministros.

Ele disse: ‘Observar coisas específicas como não poder ir a restaurantes, não poder viajar internacionalmente, não ser capaz de pegar transporte público… essas são claramente decisões políticas que serão discutidas.’  

‘Mas não há nenhum mecanismo atual para impor esse tipo de coisa no momento.’ Afirmou ele, dizendo ainda que o governo poderia dar às pessoas certificados para provar que elas receberam a vacina

Será negado apoio do governo

“Vacina obrigatória é uma violação dos direitos humanos”, diz o cartaz de um apoiador do movimento antivacina. | Foto: Reprodução

O governo espera que uma vacina contra o coronavírus chegue à Austrália no início do próximo ano e quer que 95 por cento das pessoas tomem a vacina.

O médico disse acreditar que a maioria das pessoas fará a coisa certa: ‘suspeito que a maioria dos australianos serão vacinados’. Mas uma opção para as pessoas que não tomarem a vacina seria negar o apoio do governo à elas.

O governo já faz isso de acordo com a regra “sem injeção, sem pagamento” de 2015, que impede os pais de receberem alguns benefícios fiscais, pagamentos de auxílio-creche e desconto para creche caso se recusem a vacinar seus filhos.

O governo assinou na terça-feira um acordo para levar a vacina da Universidade de Oxford para a Austrália assim que for aprovada, o que pode ser no final deste ano.

Quando a notícia foi divulgada, milhares de antivacinas bombardearam políticos com ameaças online e disseram que se recusariam a aceitá-las (vacinas).

As crianças são obrigadas a tomar vacinas para frequentar a escola desde 1998, a menos que seus pais tenham uma isenção. Sob o esquema “sem vacina, sem pagamento”, o governo removeu as isenções para objetores de consciência. 

Alguns cientistas temiam que tornar as vacinas obrigatórias pudesse irritar as pessoas e reduzir as taxas de imunização, mas as taxas aumentaram lentamente em todo o país a partir de 2015. 

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Postado por: Anderson Gomes
Professor de Física que gosta de uma boa música, games e, acima de tudo, estar com a família.