Imposto de Renda pode ter valor corrigido (foto: internet)
Imposto de Renda pode ter valor corrigido (foto: internet)

Imposto de Renda pode receber modificações, caso a tabela seja corrigida pela inflamação. Um reajuste da tabela foi cogitado no domingo por Bolsonaro, o que faria com que teto da faixa salarial que é isenta subisse R$ 76,92, passando para R$ 1980,90.

O cálculo que foi feito se baseou em uma projeção de 4,04% como sendo inflação oficial, o índice IPCA, conforme os economistas do Banco Central. O reajuste pode acarretar ainda mais mudanças no Imposto de Renda.

Confira Também: Coaf vai ser transferida da Justiça para Economia

Imposto de Renda pode ter valor corrigido (foto: internet)
Imposto de Renda pode ter valor corrigido (foto: internet)

Mudanças no Imposto de Renda pós reajuste

Depois de ter cogitado elevar o teto para a faixa salarial isenta para o Imposto de Renda, corrigindo através da inflação, as mudanças para os valores podem começar a valer. A proposta de Bolsonaro seria aumentar o teto da faixa salarial isenta que passaria a ser R$ 1980,90.

Já para a faixa salarial que pega a maior alíquota – 27,5% – piso subiria mais R$ 188,45, fazendo com que todos que ganham mais do que R$ 4853,13. Para os especialistas, a correção proposta por Bolsonaro conseguiria atenuar a defasagem que se acumulou na tabela do IR conforme a inflação de 95,46% pelos últimos 22 anos.

Se a tabela do IR for corrigida de maneira integral – o que não foi corrigido desde 1996 – os contribuintes que ganham até R$ 3689,93 por mês estariam isentos do imposto de renda, no lugar do teto que existe hoje que é de R$ 1903,98.

Caso o governo decida mesmo corrigir a tabela do Imposto de Renda, começaria a valer para o ano que vem, tendo novas faixas de renda, onde as alíquotas aplicadas mudariam e muito mais brasileiros estariam isentos de passar pelo Imposto de Renda. Caso aprovado, o contribuinte paga menos, mas o governo arrecada menos também.

A mudança levaria a uma perda bem grande de arrecadação pelo governo, ainda mais por estar passando por um momento de fragilidade fiscal. Já é esperado que o país tenha um déficit fiscal até 2022, onde o governo já está preparando um novo contingenciamento para esse mês ainda, depois de março ter bloqueado R$ 29,8 bilhões do orçamento.