Covid-19: Quem rejeitar a vacina será impedido de trabalhar ou estudar



Os motivos para não aceitar a vacina contra a Covid-19 serão diversos, mas terão consequências. Aponta um professor da Escola de Direito de Stanford
Anderson Gomes - 13 de Agosto de 2020 às 16:08:08

É bem provável que quando uma vacina contra a Covid-19 for lançada, muitas pessoas se recusarão a tomá-la por vários motivos, mas um professor da Escola de Direito de Stanford diz que tal recusa terá consequências.

Hank Greely é um especialista em legislação de saúde pública e diz que as pessoas que se recusam a tomar a vacina podem – repito PODEMOS – ter o direito de entrar no local de trabalho ou na escola negado.


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A tendência é que, seguindo o princípio do bem coletivo, a mesma regra seja aplicada aqui no Brasil. Assim como hoje é necessário o uso de máscaras nos estabelecimentos, futuramente será obrigatório comprovar que você foi imunizado.

A importância de comprovar e eficácia da vacina | Covid-19

Covid-19: Quem rejeitar a vacina será impedido de trabalhar ou estudar

Provavelmente haverão três grupos de pessoas que recusarão a vacina – os antivacinas, as pessoas que querem transformar a vacina em uma questão política e as pessoas que têm medo de tomar a vacina porque foi algo feito de forma apressada e não teve tempo de ser devidamente testado.

Se a agência americana que regula drogas e alimentos (FDA), e o Institudo Nacional de Saúde (NIH) mostrarem que os estudos de fase 3 foram completos e estabelecerem tanto a segurança quanto a eficácia, o professor Greely diz que será difícil para as pessoas argumentarem que podem recusar a vacina e não serem impedidas de ir ao trabalho ou à escola.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), atualmente existem aproximadamente 165 vacinas contra a Covid-19 que estão em fase de desenvolvimento.

A Rússia é um dos países mais adiantados, seguido de Oxford (Reino Unido) e China. O problema da vacina russa é que ela ainda se encontra na primeira fase dos testes.

Quais são as fases de desenvolvimento de uma vacina?

  • Fase exploratória: Fase inicial ainda restrita aos laboratórios. Momento em que são avaliadas dezenas e até centenas de moléculas para se definir a melhor composição da vacina.
  • Fase pré-clínica ou não clínica: Após a definição dos melhores componentes para a vacina, são realizados testes em animais para comprovação dos dados obtidos em experimentações in vitro.
  • Fase clínica: É a testagem do produto em seres humanos. Esta fase do processo se divide em três:
  • Fase 1 – a primeira etapa tem por objetivo principal testar a segurança do produto. São testados poucos voluntários, de 20 a 80, geralmente adultos saudáveis.
  • Fase 2 – a segunda etapa da testagem em seres humanos analisa mais detalhadamente a segurança do novo produto e também sua eficácia. Em geral, é usado um grupo um pouco maior, que pode chegar a centenas de pessoas.
  • Fase 3 – na última etapa o objetivo é testar a segurança e eficácia do produto especificamente no público-alvo a que se destina. Nesta etapa, o número de participantes pode chegar a milhares. Mesmo depois da aprovação, nova vacina continua sendo monitorada, em busca de eventuais reações adversas.

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Postado por: Anderson Gomes
Professor de Física que gosta de uma boa música, games e, acima de tudo, estar com a família.