05 de Junho de 2020, atualizado ás 00:06

Caso Miguel: Menino negro que morreu por negligência da patroa da mãe

Por: | Notícias



Na última terça-feira (2), o menino Miguel, acompanhou sua mãe, Mirtes Renata, até ao apartamento dos patrões, Sérgio Hakcer e Sari Corte Real, em um prédio de luxo, no centro de Recife. Mirtes era empregada doméstica e cuidava da casa e dos filhos do casal, há cerca de 4 anos.

Em meio a pandemia do novo Coronavírus, Mirtes não teve escolha, e precisou levar o filho, Miguel Otávio, 5 anos, ao trabalho. Normalmente, o menino passaria o dia na escola, pela manhã, e na creche, à tarde.

A mãe de Miguel, havia saído para passear com a cadela da família para a qual trabalhava. Nesse ínterim, o menino ficou sob os cuidados da patroa de sua mãe, Sari Corte Real.

Posteriormente, câmeras do circuito interno do edifício, mostram o momento que o menino entra no elevador e a patroa, Sari, aperta o botão do último andar e a porta se fecha.

A criança desceu no 9º andar, onde caiu de uma sacada na parte onde ficam os condensadores dos apartamentos. Confira essa e outras matérias aqui no Estado News.

Mãe do menino Miguel faz desabafo emocionante

Caso Miguel: Menino negro que morreu por negligência da patroa da mãe

Logo após o ocorrido, a mãe de Miguel desabafou sobre o caso e lamentou que a patroa, suspeita de ter sido negligente ao cuidar de Miguel Otávio Santana da Silva, de cinco anos, não seja exposta publicamente.

“Se fosse eu, meu rosto estaria estampado, como já vi vários casos na televisão. Meu nome estaria estampado e meu rosto estaria em todas as mídias. Mas o dela não pode estar na mídia, não pode ser divulgado”, disse Mirtes Renata Souza.

“Eu não vou dizer que eu tô com raiva, que eu tô com ódio dela porque a dor pela morte do meu filho tá prevalecendo, mas eu espero que a justiça seja feita porque se fosse o contrário, eu acho que eu não teria nem direito a fiança.” Concluiu Mirtes.

Na tarde de ontem, Sari, a patora de Mirtes, mãe do pequeno Miguel, foi detida pela Polícia Civil de Pernambuco suspeita de homicídio culposo, que se caracteriza quando não há intenção de matar.

Segundo a polícia, a mulher teria negligenciado e se omitido de cuidar do menino. Contudo, após pagar uma fiança de R$ 20 mil, a investigada obteve a liberdade provisória.




Maricelma Maiara

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Sou fã da MCU, adoro ler e ouvir música.

  

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